
Fazendo parceria com Fabio Levorin, iríamos nos revezar a cada 1 hora e 50 minutos, quando pararíamos para abastecer, sendo eu que iria largar, e estava muito apreensivo, pois com a mudança de regulamento na D3 em meio de campeonato (manobras de Yoshikuma) fui obrigado a tirar as molas que usava em meus amortecedores traseiros, essas molas reforçava as barras de torção da suspensão traseira, para compensar, mandei fazer novas torções, mas fiquei sem opção de amolecer o carro em dia de chuva, regularem necessária para se andar no molhado.
Pouco antes da largada da corrida, com 50 carros inscritos, nosso carro largando na 3 posição, iniciou uma chuva de verão, aquela pancada de agua e para, mas o suficiente para molhar bem o autódromo, tanto que, quando fui alinhar para a largada, rodei na curva 4, e estava bem devagar, mas estando com 105 litros de combustível na frente, isso agravaria mais o problema que tinha de suspensão traseira em pista molhada, claro se chovesse durante a prova iria desistir.
Vejam o carro já pronto para largar e o pneu slick molhado.....larguei, contornei a curva 1 e dois com cuidado para entrar no retão, sendo ultrapassado por todos os lados, com o sprei de agua levantado pelos carros, minha visão era pessíma, pois o limpador de parabrisa não limpava nada, completei a 1 volta pra la de 20 colocado, esse sufoco foi por umas duas voltas, quando o asfalto começou a secar, com isso, nosso carro começou a ter aderência, vale lembrar que os Stock-Cars andavam de pneu radial, ai foi um festival de ultrapassagens, mas sem forçar nosso motor, item de grande preocupação para essa corrida.
Parando para abastecer perto das 2 horas da manhã, no programado, fazer a troca de piloto, item obrigatório no regulamento a cada 3 horas, estávamos em 6 lugar na geral, relatei ao Fabio a situação da pista, nosso motor falhava a 7.000 rpm então troque marcha a 6.800, e assim foi ate as 5.30 da manhã, faltando pouco para próxima parada estávamos em 4 lugar na geral, e iríamos começar a colher frutos de nossa preparação a partir desta etapa da corrida, quando nosso motor quebrou uma biela, para leigos no assunto que vierem a ler, isso é fatal em um motor.
Na foto abaixo, Fabio ja dentro do carro engatando os seis pontos do cinto de segurança, eu ajudando, um dentro do carro verificando o nível de óleo do motor, outro limpando o parabrisa, Anesio Hernandes, preparador de motores se dividindo entre Lara na D3 e Antonio Castro Prado na formula Super V ao fundo.

Em outra troca de pilotos abaixo, eu já dentro do carro com o grande amigo o "Manduca" Armando Andreoni Filho, junto com outro grande amigo " Gordo" José Carlos Reynoso Fernandes, chefes de nossa equipe.
Este carro foi preparado para fazer e terminar uma corrida de longa duração, não tinha nada haver da sua preparação para disputa provas do campeonato brasileiro, vejamos;
1- feito um tanque de combustível com capacidade de 105 litros.
2- pastilhas de freio especiais ( lição que aprendi nos Mil Quilómetros de Brasília, quando em dupla com o Campello chegamos em 2 lugar depois de 4 horas de disputa muito cansativa pelo 1 lugar e perdemos por causa de pastilhas de freio para a dupla Paulo Gomes e João Carlos Palhares o "Capeta" como era conhecido).
3- Pneus Slick de 9 polegadas com mais borracha, assim trocaríamos 1 vez os 4 pneus, e dependendo do desgaste os 2 traseiros a mais .
4- O motor foi preparado na Salecar, retifica de motores dos amigos inesqueciveis, Arno e Marcos Levorin, este ultimo pai do Fabio, meu companheiro nesta corrida, tendo por volta de 140 HP a 7.000 rpm, 12.0 de taxa de compreção, bielas de titânio, cabeçotes pouco preparados, um motor feito para não quebrar, mas quebrou por causa da falha em alta rotação rsrsrs.
Com todos itens relacionados, iríamos colher frutos desta preparação da metade da corrida pra frente.









Ótimo relato de uma mil milhas de verdade, onde tinha muitos carros e muita competição...
ResponderExcluirPena que hoje já não é mais assim...
Abraço
Carlos Eduardo Szépkúthy